| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Strigiformes |
| Família: | Strigidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | G. mooreorum |
O Caburé-de-pernambuco é uma ave Strigiforme da família Strigidae.
Seu nome significa: do (grego) glaukidion = diminutivo de glaux = pequena coruja, corujinha; e de mooreorum = homenagem ao Dr Gordon Earle Moore (1929) empresário e filantropo americano, co-fundador e presidente da Intel Corporation. ⇒ Corujinha de Moore.
A espécie foi descrita recentemente, em 2002, baseado em dois exemplares taxidermizados da UFPE, procedentes da Reserva Biológica de Saltinho (PE) de 1980. Esta reserva está inserida na APA de Guadalupe onde existem outros fragmentos de mata com uma matriz predominante de cana-de-açúcar, mas existem exceções como plantio de seringueiras. É possivelmente associada ao complexo de espécies de G. hardyi (da Amazônia) e G. minutissimum (principalmente do SE). Possui pequenas diferenças de coloração, morfometria e principalmente de vocalização.
A região onde esta espécie ocorre é uma área de endemismo (Centro Pernambuco) bastante distinta para aves e outros grupos de organismos sul-americanos. A avifauna endêmica dessa área possui espécies ou subespécies que têm os táxons mais próximos ou na Amazônia ou na Mata Atlântica ao sul do Rio São Francisco. Esses fatores ajudam a indicar que a área poderia ser, no passado, um “refúgio”, onde a mata manteve-se presente durante os períodos mais secos do Pleistoceno, criando “ilhas” onde a fauna e flora evoluíram em condições únicas.
A nova espécie está aparentemente à beira da extinção. Sua pequena área de ocorrência é caracterizada principalmente por pequenos fragmentos florestais. Um planejamento biorregional envolvendo a restauração de floresta em áreas críticas e o estabelecimento de corredores ecológicos para conectar os poucos fragmentos remanescentes é sugerido como melhor estratégia.
Visto na natureza pela última vez em 2001. (SILVA, J., RIBENBOIM, L. C. da C., SANTOS, N., 2017)
Muito similar a G. hardyi e especialmente G. minutissimum, com pintinhas no alto da cabeça e nuca. Mede em torno de 14 cm.
Muito pouco se sabe sobre a sua alimentação, provavelmente similar à outros Glaucidium, ou seja, insetos grandes, pequenos mamíferos, répteis e aves.
Nada se sabe até o momento, mas, como outros Glaucidium, deve nidificar em cavidades naturais em árvores, como em ninhos abandonados de pica-paus.
Hábitos pouco conhecidos. Habita florestas de baixada, florestas estas infelizmente muito devastadas e fragmentadas. Amostragens em florestas próximas em altitudes mais altas, de 400 a 600m, não registraram a espécie.
Até o momento encontrada apenas na região dos municípios de Rio Formoso e Tamandaré - PE. Em municípios próximos à Rebio de Saltinho algumas espécies de aves (Xiphorhynchus atlanticus, Chlorophanes spiza, Icterus pyrrhopterus) responderam de forma agonística ou assustada ao playback, porém não houve registro da espécie.